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Nasci à beira do Rio Lima, Rio saudoso, todo cristal;
Daí a angústia que me vitima, Daí deriva todo o meu mal.
É que nas terras que tenho visto, Por toda a parte por onde andei;
Nunca achei nada mais imprevisto, Terra mais linda nunca encontrei."
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António Feijó (1859-1917)
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Limianos Ilustres: Cristóvão Pereira de Abreu (1678-1755), António Feijó (1859-1917), Norton de Matos (1867-1955), Teófilo Carneiro (1891-1949), Abel Augusto Carneiro (1926-1976).
Limianos Ilustres do século XXI: Daniel Campelo (Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima de 1994 a 2009, Secretário de Estado e Deputado da Assembleia da República), Fernando Pimenta (Campeão Olímpico em 2012 e 2020).
António Feijó (1859-1917)
António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima em 1859.
Foi um poeta e diplomata português.
Estudou Direito em Coimbra terminando o curso em 1883, ingressando na carreira diplomática.
Exerceu cargos de início no Brasil (consulados de Pernambuco e Rio Grande do Sul) e, mais tarde, a partir de 1895, na Suécia, bem como na Noruega e Dinamarca.
Na Escandinávia, ficará aliás colocado até morrer em Estocolmo no ano de 1917.
Casou em 1900 com Mercedes Joana Leuwem.
Como poeta, António Feijó é habitualmente ligado ao Parnasianismo.
Faleceu em Estocolmo (Suécia) em 1917 aos 58 anos.
Principais obras: Transfigurações (1862), Líricas e Bucólicas (1884), Cancioneiro Chinês (1890), Ilha dos Amores (1897), Bailatas (1907), Sol de Inverno (1922) e Novas Bailatas (1926).
O Hino de Ponte de Lima composto por Amilcar Morais, foi musicado sobre versos da "Ilha dos Amores" de António Feijó.
Clique AQUI para saber mais sobre o Hino de Ponte de Lima.
Norton de Matos (1867-1955)
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José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos nasceu em Ponte de Lima em 1867 e foi um general e político português.
Era filho de Tomás Mendes Norton, Fidalgo da Casa Real e Cônsul da Grã-Bretanha e Irlanda em Viana do Castelo e de Emília da Conceição de Matos Prego e Sousa (1847-1933), neto paterno de José Mendes Ribeiro (1802-1887) e de Rita de Cássia Tavares de Resende Norton (1808-1875) e neto materno de Manuel José de Matos Prego e Sousa e de Joaquina Rosa dos Reis Martins de Carvalho.
Depois de frequentar o Colégio do Espírito Santo de Braga foi em 1880 para a Escola Académica em Lisboa. Quatro anos depois iniciou o seu curso na Faculdade de Matemática em Coimbra. Fez o curso da Escola do Exército e em 1898 partiu para a Índia Portuguesa, onde organizou os cadastros das terras. Começou aí a sua carreira na administração colonial, como director dos Serviços de Agrimensura. Acabada a sua comissão, viajou por Macau e pela China em missão diplomática.
No seu regresso a Portugal, foi chefe do estado-maior da 5.ª divisão militar. Em 1912 tomou posse como governador-geral de Angola.
Em 1917, um novo golpe revolucionário obrigou-o a exilar-se em Londres, por divergências com o novo governo.
Regressou à pátria em 1919 e foi delegado de Portugal à Conferência da Paz.
Mais tarde, foi promovido a general por distinção e nomeado Alto Comissário da República em Angola.
Em Junho de 1924, exerceu as funções de embaixador de Portugal em Londres, cargo de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar.
Norton de Matos, tal como grande número de republicanos e opositores do Estado Novo, era defensor de uma política colonialista.
Faleceu em 1955 em Ponte de Lima aos 87 anos.
Teófilo Carneiro (1891-1949)
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Teófilo Maciel Pais Carneiro nasceu em Ponte de Lima em 1891.
Foi um poeta e político português (pai de Abel Augusto de Almeida Carneiro).
Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1916 com a elevada média de 17 valores, tendo composto a balada para a tradicional récita de despedida dos quintanistas de Direito, redigindo o poema "Canto da Saudade".
Dedicou a sua vida ao exercício da advocacia, tendo sido também Professor no Externato e na Escola Primária Superior de António Feijó em Ponte de Lima.
Foi deputado eleito para duas legislaturas da Primeira República, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima e Presidente do Senado da mesma Câmara.
Participou activamente na campanha do general Norton de Matos para a Presidência da República.
Ao mesmo tempo, homem de rara sensibilidade, escreveu poesia desde a sua juventude, sem nunca ter reunido em vida essa criação poética.
Um volume póstumo das Poesias de Teófilo Carneiro fora editado em 1952 em edição particular, numa tiragem bastante limitada.
Mais recentemente, sob o título “Poesias e Outros Dispersos”, a vida e obra do poeta, jurista e deputado Teófilo Carneiro tem mais um registo, através de um livro, agora publicado com 300 páginas da Editora Opera Omnia.
Foi fundador e director do jornal Democracia do Lima (1921-1922).
Faleceu em Agosto de 1949 aos 58 anos.
Para um melhor conhecimento da vida e obra de outros Limianos Ilustres espalhados pelo mundo, recomendamos vivamente a visita ao
Portal de Promoção e Divulgação do Património Cultural de Ponte de Lima em
www.pontedelimacultural.pt