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Ponte de Lima ► História O rio que, nascido na fonte do Talarinho, em Ginzo, se torna mais largo e sereno, quando sente próximo o oceano, antes de se espraiar nas férteis veigas, ao cruzar-se com a estrada romana, que noutros tempos foi a principal via da civilização, originou uma ponte e, com esta, deu o nome à povoação que desse cruzamento nasceria: Ponte de Lima. Em 1125, D. Teresa decidiu atribuir o estatuto de vila e sede de município a essa povoação, reconhecendo a sua importância sob o ponto de vista da estratégia militar e económica. Na definição da fisionomia da vila medieval tiveram influência marcante o rio, a ponte e as saídas para as mais importantes vias de comunicação terrestre: para noroeste, na direcção de Ponte da Barca, para sudeste, na direcção de Braga, e para sudoeste, na direcção da foz do Lima. ![]() A ponte romana, já em ruínas, foi substituída por outra, nas últimas décadas do século XIII e primeiros anos do século XIV. Às obras da ponte, seguiu-se, ainda no século XIV, a construção das novas muralhas. Ao seu início, em 3 de Julho de 1354, alude a inscrição de uma lápide que esteve encastoada numa torre junto à entrada da ponte. Em 14 de Junho de 1372, a obra estava pronta, como constava de uma carta enviada ao Rei, cuja cópia existe no arquivo da Câmara de Ponte de Lima. A ligação da vila com o exterior fazia-se através de seis portas, cada uma delas defendida por uma torre. Mas havia ainda três torres situadas na parte mais alta da cerca, que não estavam junto de qualquer porta de comunicação com o exterior mas eram necessárias para garantir a defesa do longo troço da muralha. Tinha esta um perímetro que se pode considerar muito amplo para a época em que foi construída.
Prevendo o crescimento demográfico, incluíram-se no seu interior diversas áreas de utilização quase exclusivamente agrícola, que a toponímia revelará, como as Pereiras, e, aos lados da actual Rua do Souto, o Linhar e o Pomar.
Parte deste espaço irá ser aproveitado, num dos lados, para a construção do Paço do Alcaide, já no século XV e do outro, para a expansão urbanística que se verificará ao longo dos séculos XV e XVI. É, aliás, curiosa a diferenciação toponímica entre as diversas áreas da vila, a uma toponímia arcaica, correspondente a uma estruturação inicial - Rua Direita, Rua de Cima de Vila, Rua da Ribeira - sobrepõe-se urna toponímia baseada nas especializações profissionais dos respectivos arruamentos, que supõe a sectorização das actividades e uma dinâmica económica saudável - Rua da Sapataria, Rua dos Mercadores, Rua da Ferraria, Rua da Brancaria, Rua da Carniçaria - e depois uma toponímia mais recente, de origem topográfica ou rural - Rua do Souto, do Linhar do Carrezido, das Pereiras, do Pereiro, do Pinheiro, de Braga.
A expansão da vila, já no século XV além de vários arruamentos e moradias, fará aparecer alguns edifícios marcantes no futuro da vila: os novos Paços do Concelho, a Igreja Matriz e o Paço do Alcaide. Durante a segunda metade do século XVI e boa parte do século XVII, substituída na sua hegemonia regional por uma Viana enriquecida com a expansão marítima, e afectada pela crise dinástica e consequente anexação de Portugal à coroa dos Áustrias, Ponte de Lima conhecerá um período de estagnação, apenas exceptuado, e já depois de 1640, pela construção do Hospital de S. João de Deus, destinado aos soldados feridos nas guerras da Restauração, e pelas obras da Misericórdia. Os últimos decénios do século XVII assistirão, nesta região, a uma onda de prosperidade agrícola, que, de par com o ouro proveniente do Brasil, propiciará os meios necessários para a construção de um grande número de solares, que ficarão a marcar para sempre a paisagem da Ribeira Lima. Alguns desses solares, entre os quais se destaca, como exemplo, a Casa de Aurora, levantar-se-ão mesmo no interior da vila ou às suas portas.
O século XIX e as primeiras décadas do século XX não deixaram marcas de vulto, a não ser no aspecto negativo, a destruição de quase todas as muralhas e torres da cerca medieval.
Assiste-se nesta passagem de milénio a um grande surto de progresso, acompanhado de uma expansão urbana sem precedentes que, se justifica algumas apreensões, por outro lado começa a ser acompanhado por uma gradual preocupação com os valores do nosso património histórico.
Ponte de Lima recupera gradualmente o lugar cimeiro que lhe coube na região até ao início do século XVI.
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