Ponte de Lima ► Hino Limiano
"Nasci à beira do Rio Lima, Rio saudoso, todo cristal;
Daí a angústia que me vitima, Daí deriva todo o meu mal.
É que nas terras que tenho visto, Por toda a parte por onde andei,
Nunca achei nada mais imprevisto, Terra mais linda nunca encontrei."
António Feijó (1859-1908)
Hino de Ponte de Lima musicado sobre versos da "Ilha dos Amores",
do Poeta Limiano António Feijó, composto por Amilcar Morais.
António Feijó (1859-1908)

António Joaquim de Castro Feijó nasceu em Ponte de Lima em 1859.
Foi um poeta e diplomata português.
Estudou Direito em Coimbra terminando o curso em 1883, ingressando na carreira diplomática.
Exerceu cargos de início no Brasil (consulados de Pernambuco e Rio Grande do Sul) e, mais tarde, a partir de 1895, na Suécia, bem como na Noruega e Dinamarca.
Na Escandinávia, ficará aliás colocado até morrer em Estocolmo no ano de 1917.
Casou em 1900 com Mercedes Joana Leuwem.
Como poeta, António Feijó é habitualmente ligado ao Parnasianismo.
Principais obras:
Transfigurações, 1862
Líricas e Bucólicas, 1884
Cancioneiro Chinês, 1890
Ilha dos Amores, 1897
Bailatas, 1907
Sol de Inverno, 1922
Novas Bailatas, 1926
Amilcar Morais (N.1931)

Amilcar da Fonseca Morais, nasceu a 17 de Março de 1931 na freguesia de Valongo do Vouga - Concelho de Águeda.
Compositor e oficial chefe de Banda de Música do Exército estudou composição e História da Música em Coimbra respectivamente com os professores Sousa Santos e Tobias Cardoso e contraponto e Fuga Atonal, no Conservatório do Porto, com Cândido Lima.
A sua carreira militar e artística desenvolveu-se fundamentalmente na escola das Bandas Regimentais, condicionada hierarquicamente, por concursos e provas musicais públicas.
Durante as suas comissões de serviço por África, foi trompista da Orquestra de Salão do Rádio Clube de Moçambique e posteriormente, professor de Acústica e História da Música na Academia de Luanda.
Em concursos de composições marciais para paradas e desfiles de bandas militares promovidos nos anos setenta, pelo Governo Militar de Lisboa, obtem, entre outros, os primeiros prémios respectivamente com a "Cidade Invicta" e "Caçadores do 1".
A fim de inverter a crise dos quadros envelhecidos então preocupantes na normal actividade das filarmónicas, atento e sensível a estes problemas, compôs em 1974 a "POP SHOW Nº. 1", a primeira de uma série de selecções que viria a escrever como reportório de mudança e mobilizador das camadas mais juvenis.
Em 1976 foi convidado para formar e dirigir a Orquestra Ligeira do Exército, sediada na Escola Militar de Electromecanica - Paço D'Arcos onde permaneceu durante 10 anos como maestro.
Além de compor o Hino de Ponte de Lima musicado sobre versos da "Ilha dos Amores" do Poeta Limiano António Feijó, escreve também o Hino da "Liga da Multisecular Amizade Portugal - China" com características sonoras orientais e ocidentais, encomendado por aquela Instituição e gravado pela Banda da Guarda Nacional Republicana.
Em cumprimento de um protocolo cultural da Presidência da República é nomeado em 1980, pelo Gabinete do Sr. General Ramalho Eanes, para chefiar uma Missão Militar de Cooperação na República Popular da Guiné Bissau.
Neste espaço Africano estudou a cultura tradicional das etnias Balantas e Mandingas, recolhendo importante material temático dos seus cantares.
A convite do Secretariado da Emigração deslocou-se em 1985 à Cidade de Full River para fazer parte do Júri do II Concurso de Filarmónicas ( Luso Americanas) da Nova Inglaterra (U.S.A) por assinar a partitura "Nas Margens do Águeda" peça de execução obrigatória naquele Festival.
Em 1987 dirigiu o Coral da Casa da Cultura dos Trabalhadores da Quimigal e posteriormente a Orquestra Filarmónica 12 de Abril.
Foi um dos principais obreiros e dinamizadores na criação da UBA, escrevendo o hino "União de Bandas de Águeda" para ser executado sempre em conjunto nos seus Festivais.
Pelos longos anos de trabalho, empenho e dedicação às bandas foi condecorado em 31 de Maio de 1993 com a "Medalha de Instrução e Arte", galardão máximo da Federação Portuguesa das colectividades de Cultura e Recreio.
Na Fundação do Conservatório de Águeda foi a espinha dorsal na sua estrutura pedagógica e administrativa.
É membro da "The International Military Music Society".
Em 1998, como personalidade convidada, integrou o júri na Prova de Aptidão Profissional (Prova solista do 12º. Ano do curso instrumental de sopro da ARTAVE - Escola Profissional Artística do Vale do Ave).
No seu percurso escreveu e compôs abundantemente para pequenos grupos, Orquestras Ligeiras, Corais, Teatro, Bandas Filarmónicas e Bandas Militares. A alma Aguedense encontra-se nas suas composições "Nas Margens do Águeda", "Águeda Florida" e "Ressonâncias de Águeda".
Foi-lhe atribuído, como personalidade no ano, "Judeu D'Ouro - 2000" pela Associação dos Naturais Amigos de Águeda (ANATA).
Autor do Cancioneiro do concelho de Águeda, trabalho iniciado em 1997. Trata-se de uma colectânea com cerca de 400 especimes poetico musical que constitui um inestimável património de colheita colectiva para assegurar a salvaguarda do canto tradicional da região, minorando um espaço vazio que há muito se fazia sentir no concelho de Águeda. Este trabalho foi doado no ano de 2002 à Câmara Municipal de Águeda.
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